
Zeca Pagodinho lança seu novo CD em São Paulo no dia 11 e 12/12 no HSBC Brasil.
Boa noite,
É amigos, ele vem aí.
Zeca Pagodinho é um dos grandes transformadores do samba contemporâneo. Ele consegue conciliar ao mesmo tempo, o antigo e o novo do samba, popularizando e comercializando-o em todos os níveis sociais e esferas. Há muitas pessoas que torcem o nariz para o sambista, por rotular seu samba apenas como pagode, como se fosse um estilo menor do samba. Acho que todos temos direito a gostar ou não de algo, mas um bom sambistas querer criticar o repertório e composições de Zeca Pagodinho é quase dar um tiro no próprio pé.
Vou me explicar melhor. Muitas pessoas gostam de Cartola, Noel Rosa, Monarco, etc, pois dizem que eles são compositores de samba de raiz, como se samba de raiz tivesse que ser antigo para ser de raiz. E o pior, como se um sambista escolhesse qual tipo de samba fará para o resto da vida. É claro que estes artistas possuem um estilo próprio, mas muitos sambistas vão do partido-alto ao samba canção, do jongo ao sincopado. Pois o rótulo é dado pelo crítico e não pela inspiração de momento do cantor.
Há quem critique o estilo de samba de Zeca, Fundo de Quintal e outros mestres, pela felicidade e partido alto que imprimem às músicas e estas canções acabam “proibidas” de círculos pseudo intelectuais, pois o velho samba já é reconhecido e é mais fácil cultuá-lo. Pois bem, uma das música que projetou o Zeca Pagodinho foi “Coração em desalinho”, que foi composta pelo sambista de raiz e mestre da Portela, Monarco. “Minha” é outra música que foi interpretada pelo cantor e fez grande sucesso, e pertence ao compositor Cartola. São muitas as composições em que Zeca readapta o samba ao seu estilo e canta antigos compositores do samba.

E como o samba é uma corrente, o elo continua se formando sob a batuta de um dos maiores intérpretes do Brasil, e não só de samba que é o Zeca. Aos que criticam o “jabá”, regravações exageradas e utilização da imagem do cara, também concordo, mas vivemos em um mundo capitalista e o artista muitas vezes não pode, ou não quer, se privar de ganhar bem e fazer sucesso. Como diria Tom Jobim, os críticos brasileiros sofrem da fracassomania. Como se fosse bom somente o que poucos escutam e conhecem, ou o que vem de fora do país.
O sambista é a abertura para diversos novos compositores de conseguirem uma projeção nacional, que o diga Paquera do Samba da Vela que já teve uma composição do artista, que o diga “Trio Calafrio” com a gravação de “Dona Esponja”, que diga Luiz Carlos da Vila, um dos grandes sambista contemporâneos e que vem sendo imortalizado em composições como Cabô Meu Pai e Então Leva, uma em parceria com Moacyr Luz e outra com Bira da Vila. O samba de Zeca é democrático, vem do intelectual Chico Buarque, que ele regravou com a noelesca “Rita”, ao popular “Samba para as moças” (Incandeia) do baiano Roque Ferreira.

Uma Prova de Amor ao Vivo MTV

Outros links úteis:
http://guia.folha.com.br/shows/ult10052u469164.shtml
http://www.zecapagodinho.com.br/artigo-blog/um-prova-de-amor-ao-vivo-ja-nas-lojas
http://www.ticketmaster.com.br/shwReleaseDetail.cfm?releaseID=2529&gclid=CJfL5Kzwsp4CFUsf7godEE7MkA
Quem: Zeca Pagodinho
Quando: 11 e 12/12
Onde: HSBC Brasil
Quanto: de R$ 70 a 160 (inteira)