Mostrando postagens com marcador trapiche gamboa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trapiche gamboa. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O Rio de Janeiro continua lindo

Entrada da Quadra da Portela em Osvaldo Cruz/Madureira
Não, não é ufania, nem tampouco descaso às razões e problemas sócio, econômico, culturais. Sim, existe a violência, sim, exista a corrupção. E existe ainda a pior complacência do poder público em relação aos temas citados, mas continuo afirmando e reafirmando: o Rio de Janeiro continua lindo.

E me refiro mais do que a topografia que caracteriza a cidade, mais do que as extensas praias recheadas de esportes, pessoas bonitas e democracia. Me refiro a um estilo de vida e da ligação tão forte desta cidade com a música.

No feriado que se passou fui viajar ao Rio de Janeiro e fiz uma verdadeira incursão ao samba. De Madureira à Lapa, de escola de samba à roda, do popular ao refinado. E o que vi? Vi um povo que conhece suas raízes, que valoriza o que é de sua terra e que transpõe para a vida a forma brasileira de viver e a musicalidade de um povo. Me refiro mais do que ao pejorativo jeitinho brasileiro e ao ócio desmedido que falsamente caracterizam esta cidade.

Digo da integração deste povo com sua terra, e do sentimento de se sentir parte do que se é construído. Alguém duvida que a auto estima, e se sentir parte da sociedade ajuda a melhorar a vida de qualquer um e do país?

E assim foram minhas caminhadas boêmias pelo Rio de Janeiro, começando no sábado a tarde acompanhando a linda homenagem a Zé Ketti em Madureira, na quadra da Portela. Com presenças importantes de Elton Medeiros, VG da Portela, Monarco, Zé Renato e mais alguns artistas. Na noite a pedida foi ir ao lindo Trapiche Gamboa para ver o Galocantô cantando só sucessos. Bar esta que é o cenário para o programa Samba na Gamboa de Diogo Nogueira.


 

Domingo o dia foi da preguiça, e esticar as pernas no Arpoador para curar a ressaca, e terminar a tarde tomando uma cervejinha em Ipanema/Leblon. A noite ver um samba de roda na Lapa e dormir mais uma  vez inebriado pelo som do samba e pela maresia que ronda aqueles ares.

Segunda para mim foi o melhor dia. Logo após o almoço rumamos para uma das melhores rodas de samba que já frequentei. Repertório sensacional, público amistoso, roda de primeira, compositores, cantores e músicos idem, e por fim as canções entoadas pela população sambística era de emocionar e de tocar a alma. Este samba fica no Andaraí e acontece toda segunda-feira, e conduzida pelo grande Moacyr Luz ganhou o divertido apelido de Samba do Trabalhador, e em plenas segundas-feiras arrasta multidões ao seu entorno.

 

E na noite da segunda-feira a grande pedida foi ver a nova casa do Cordão da Bola Preta recebendo o show de Moyseis Marques e Teresa Cristina. A casa tem alguns bons pontos a melhorar, como por exemplo o caixa, o banheiro e a entrada, mas o show foi sensacional.

 

Coloquei algumas fotos no flickr, e podem ser conferidas na lateral direita do blog, e divido com vocês alguns vídeos que fiz nas andanças. Espero que sirva como bom roteiro a quem visitar ao RJ. Mas digo, os roteiros do samba parecem infinitos.

O Rio de Janeiro, definitivamente, continua lindo. 

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Resumo carioca


Boa noite,

Depois de um merecido recesso o blog volta com tudo para o universo do samba.

Neste período de recesso fui ao RJ onde conferi duas grandes apostas do samba carioca. Na sexta-feira dia 01/01 fui ao Sacrilégio, bar que fica na tradicional rua Mem de Sá, assistir ao grupo Batuque na Cozinha e no sábado dia 02/01 fui ao lindíssimo Trapiche Gamboa conferir o Galocantô que fiz até alguns registros de vídeo conforme abaixo.

Na sexta-feira a cidade que sediará as olimpíadas estava repleta de turistas de todo o mundo e na rua Mem de Sá, que conglomera opções de samba e atrações musicais na noite carioca, o espaço era pequeno e o calor era infernal.

Cheguei no Sacrilégio para ver o grupo apadrinhado pelo Martinho da Vila se apresentar. E para ser bem honesto o Batuque na Cozinha me decepcionou. Não sei se era para atender ao público presente, mas o grupo esbanjou do lugar comum em seu repertório, tocando clássicos da MPBs muito mais para animar os gringos presentes e esquecendo que na verdade é um grupo de samba. Nada contra clássicos da MPB, mas o grupo tem que se preocupar com o quer ser e onde quer chegar, pois com esta postura acaba se tornando mais uma bandinha de boteco que toca “Flor de Lis”, Bêbado e o Equilibristas” e outras canções que caracterizam o estilo “Barzinho e violão”, sem inventividade e originalidade que se espera de um grupo novo de samba.

No sábado me deparei com o extremo oposto do indicado acima. No Trapiche Gamboa o excelente grupo Galocantô confirmou a tendência de ser um dos novos grupos de samba do RJ. Mesclando repertório próprio com canções de Paulinho da Viola, Candeia, Zé Ketti, e outros grandes nomes, o grupo colocou a massa para dançar sem perder a sua linha de atuação e entoando sambas que tocavam o coração e a alma. Esbanjando simpatia e técnica o grupo fez uma apresentação completa passando por diversas fases e estilos de samba.

Independente de minha avaliação e críticas o importante é que o samba está aí crescendo e amadurecendo. Sem saudosismo o samba se rejuvenesce e pede passagem.

Bom ano de samba para todos nós.

Ps: amanhã a agenda do mês de janeiro estará disponível com muitos sambas!


Galocantô em ação