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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Agenda do fim de semana: Almir, Gudin, Elton Medeiros, Graça Braga e mais!

Elton Medeiros, um dos maiores nomes do samba, se apresenta sexta.
Boa noite amigos do samba,

Este final de semana será o mais animado de todos neste mês de dezembro. Também pudera, com tantos happy hours, comemorações e festas pessoais o samba acaba perdendo espaço.

Mas neste fim de semana é o momento para não conseguir nem mesmo escolher, tamanha a quantidade de opções. De Elton Medeiros a Sombrinha, de Almir Guineto a Eduardo Gudin, e de Graça Braga a Mário Sérgio.

No Traço o fim de semana será repleta de ex-Fundo de Quintal: Sombrinha, Almir Guineto e Mário Sérgio. Cada um em um dia botando fogo na casa.

Na quinta tem Graça Braga no Sesc Pompéia lançando seu novo CD em homenagem a Candeia. Na sexta Tuco e Batalhão de Sambista recebem o mestre Elton Medeiros. No sábado, para finalizar, Eduardo Gudin se prepara para se apresentar no Sesc Santa apresentando todo seu talento como letrista.

Portanto escolha seu samba, fuja da loucura do jingle bell e caia mesmo é no balanço do tamborim e do repique.

Quinta

Quem: Sombrinha
Onde: Traço de União – 22h
Quanto: R$ 25 H  e R$ 20 M

Quem: Graça Braga
Onde: Sesc Pompéia – 21h
Quanto: R$ 16 inteira

Sexta

Quem: Almir Guineto
Onde: Traço de União – 23h
Quanto: R$ 35 H  e R$ 20 M

Quem: Tuco recebe Elton Medeiros
Onde: Clube Anhanguera – 22h
Quanto: R$ 15

Sábado

Quem: Mário Sérgio
Onde: Traço de União – 14h
Quanto: R$ 35 H  e R$ 25 M

Quem: Eduardo Gudin
Onde: Sesc Santana – 21h
Quanto: R$ 16 inteira

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Agenda da semana: Nei Lopes, Samba do Bule, Elton Medeiros e Eduardo Gudin.

Boa noite a todos,

O samba não pode parar e temos boas opções para o final de semana que já se aproxima.

Na sexta tem Samba do Bule e no sábado noe mesmo lugar uma homenagem ao mês do aniversário de São Jorge. Muito samba e caldinho de feijão para alegrar a todos. 

Ainda no Bom Retiro tem o famoso Anhanguera do Samba que nesta sexta homenageia Kazinho, paraense de nascimento radicou-se em São Paulo e com a sua maneira peculiar de fazer samba, com seu singular talento de cantor e compositor, na tradição brilhantemente inaugurada pelo genial Caco Velho. A homenagem dos Inimigos do Batente será abrilhantada ainda com a participação de Chico "Médico" Aguiar e Paulinha Sanches

Na mesma sexta a maratona continua tem Gudin, Notícias do Brasil e Elton Medeiros no Sesc Belenzinho, showzaço! 

O mesmo Sesc Belezinho recebe Nei Lopes, Quinteto em Branco e Preto, mestre Wilson Moreira e Zé Luís do Império, mas desta vez na sexta e sábado!

Por fim  no sábado tem Carmem Queiroz lançando seu novo trabalho no Sesc Pompéia e Fabiana Cozza cantando com o rapper Emicida no Sesc Ipiranga.

Sexta

Quem: Anhanguera Dá Samba e Inimigos do Batente convidam Kazinho
Onde: Clube Anhanguera
Quanto: R$ 15

Quem: Samba do Bule
Onde: R. Nilton Prado, 766 a partir das 22h

Quem: Eduardo Gudin e Notícias Dum Brasil convidam Elton Medeiros
Onde: Sesc Belenzinho
Quanto: R$ 24 inteira

Quem: Quinteto em Branco e Preto, Nei Lopes, Wilson Moreira e Zé Luiz do Império
Onde: Sesc Belenzinho
Quanto: R$ 24

Sábado

Quem: Festa Prá São Jorge
Onde: R. Lopes de Oliveira, 342 - 14h

Quem: Quinteto em Branco e Preto, Nei Lopes, Wilson Moreira e Zé Luiz do Império
Onde: Sesc Belenzinho
Quanto: R$ 24

Quem: Carmem Queiroz c/ Angela Maria
Onde: Sesc Pompéia
Quanto: R$ 16

Quem: Fabiana Cozza e Emicida
Onde: Sesc Ipiranga
Quanto: R$ 16

Domingo

Quem: Fabiana Cozza e Emicida
Onde: Sesc Ipiranga
Quanto: R$ 16

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Eduardo Gudin e Notícias Dum Brasil convidam Elton Medeiros

Boa noite amigos do samba, 

Eduardo Gudin (violão e voz) sobe ao palco acompanhado pelo grupo Notícias Dum Brasil, atualmente formado pelos vocalistas Ilana Volcov, Karina Ninni e Maurício Sant’Anna, e pelos percussionistas Raphael Moreira, Osvaldo Reis, Ewerton de Almeida e Jorginho Cebion.

O repertório é composto por músicas que marcaram diversos momentos da trajetória artística do compositor, como "Verde" e "Paulista" (ambas Eduardo Gudin/ J. Carlos Costa Netto), "Velho Ateu" (Eduardo Gudin/ Roberto Riberti), "Mente" (Eduardo Gudin/ Paulo Vanzolini), entre outras. Participação especial de Elton Medeiros.

O destaque para o show que acontece no Sesc Belenzinho fica por conta da presença de Elton Medeiros, que merece todas as honras por seus serviços ao samba. 

Quem: Eduardo Gudin & Notícias dum Brasil convidam Elton Medeiros
Quando: 29/04 - Sexta, às 21h.
Onde: SESC Belenzinho - Rua Padre Adelino, 1.000
Quanto: R$ 24 inteira 

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Unha de Gato


O samba é um grito da massa, um grito dos romances, um grito legitimamente brasileiro, e isto que o torna tão simples e capaz de nos contar histórias reflexivas e crônicas do nosso cotidiano.

Compositores como Paulinho da Viola, Candeia, PC Pinheiro, o grande Noel Rosa e Elton Medeiros são exemplos de grandes cronistas e contadores de história.

Confiram a linda música "Unha de Gato" de Elton Medeiros e Antonio Valente:



Unha de Gato (Elton Medeiros e Antonio Valente)

Benedito Pereira era um homem comum
Era pobre, dinheiro não tinha nenhum
Era um pobre coitado, apenas mais um
Morador lá do morro

Se amarrava num samba e sem nenhum favor
Era forte nas rimas sofridas do amor
Não fazia arruaça,
Era até boa praça e trabalhador

Todo dia descia no trem da Central
Carregando a marmita embrulhada em jornal
Domingo era visto em pé na geral
Lá no Maracanã

Mais um dia num bar de esquina
Ele foi apanhado sem os documentos
Passou muito tempo entre maus elementos
E o que ele aprendeu nem preciso contar

Hoje ele mudou
Já não é mais aquele sujeito pacato
É mais conhecido por Unha de Gato
E pro morro voltou
É mais um marginal

segunda-feira, 8 de março de 2010

Destaque da semana: Tempos Idos c/ Monarco, Elton Medeiros e Fabiana Cozza


"Os tempos idos, nunca esquecidos
Trazem saudades ao recordar
É com tristeza que relembro
Coisas remotas que não vêm mais
Uma escola na Praça Onze
Testemunha ocular
E, perto dela uma balança
Onde os malandros iam sambar"
Carlos Cachaça e Cartola

No embalo deste samba acontece um dos destaques desta semana no samba. Como testemunhas oculares deste tempos idos, surgem no palco o vigoroso Monarco e o inquieto e sensível Elton Medeiros. Dois verdadeiros "monstros" da história do samba contemporâneo.

Elton Medeiros merece um post a parte tamanha sua grandiosidade e importância, mas em suma foi parceiro de Zé Ketti, Cartola e Paulinho da Viola. Precisa algo mais?

Confira o show do mestre na caixinha de fósforo em uma das suas poucas canções clássicas do samba:



Monarco é a principal voz viva da Portela e um standart do samba popular e de escolas de samba. Este ainda contará com o apoio de ninguém menos que Fabiana Cozza, ao meu modo de ver a maior cantora de samba atual.

O show acontece no sábado e domingo no Sesc Pinheiros, e presta homenagem aos centenários de Cartola (2009) e Noel Rosa (2010), com destaque para três referências: o samba "Tempo Idos" de Cartola e Carlos Cachaça, "Feitio de Oração", de Noel Rosa e Vadico e "Nossos Pioneiros" de autoria de Monarco. Além deles, o repertório inclui Pixinguinha, Ismael Silva, Bidê e Marçal, entre outros.

Quem: Elton Medeiros, Monarco e Fabiana Cozza
Quanto: R$20 inteira
Quando: 13 e 14/03
Onde: Sesc Pinheiros
Horário: 21h e 18h respectivamente


PS: Elton Medeiros estava na programação do Sesc, mas não está mais no site. Presença a ser confirmada.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Paulinho da Viola em São Paulo!


Boa noite,

O artista homenageado deste mês será o Príncipe do Samba, mestre Paulinho da Viola. O artista se apresentará em São Paulo no mês de outubro, em uma de suas raras aparições. Peço perdão pelo longo texto, que ainda sim é pequeno diante da importância de um dos maiores sambistas e compositores brasileiros.

Paulo César de Farias, nasceu no dia 12 de novembro de 1942. Filho do excelente músico Cesar Faria, cresceu num ambiente naturalmente musical. Na sua infância em Botafogo, bairro tradicional da zona sul do Rio de Janeiro teve contato constante com a música através do pai, violonista integrante do conjunto Época de Ouro. Nos ensaios familiares do conjunto, Paulinho conheceu Jacob do Bandolim e Pixinguinha, entre muitos outros músicos que se reuniam para fazer choro e eventualmente cantar valsas e sambas.

Com 19 anos, Paulinho consegue seu primeiro emprego numa agência bancária, no centro do Rio e lá viveria um encontro que o levaria a um outro universo e mudaria sua vida. Paulinho conhece o poeta Hermínio Bello de Carvalho, que o convida para visitá-lo em seu apartamento no Catete, onde, pela primeira vez, conhece sambas de compositores como Zé Ketti, Elton Medeiros, Anescar do Salgueiro, Carlos Cachaça, Cartola e Nelson Cavaquinho. Desta amizade logo surgiram duas composições: Duvide-o-dó e Valsa da Solidão. A última sendo gravada por Elizeth em CD apenas comercializado no Japão e ineditamente gravado no Brasil pela jovem Roberta Sá, mais uma dica emocionante para se conhecer.
Valsa da Solidão



Paulinho demonstrou seu talento de forma precoce tocando no início de sua carreira com sambistas como Zé Keti, Seu Jair do Cavaquinho, Anescar e principalmente seu eterno parceiro Elton Medeiros. Aliás, Paulinho da Viola, seu nome artístico, surgiu quando pertencia ao célebre grupo a Voz do Morro. Na ocasião Zé Keti dizia que Paulo César não era nome de sambista, e aproveitando uma nota no jornal onde Sérgio Cabral o chamava de Paulinho da Viola, passou a chamá-lo assim. Indico o documentário “Saravah" que retrata o sambista com traços adolescentes mostrando todo seu talento no final dos anos 60.

No ano de 1969, Paulinho venceu o último festival da TV Record com a sensacional “Sinal Fechado”. Meses depois lançaria um de seus maiores sucesso até hoje, “Foi um Rio Que Passou em Minha Vida”, fruto de uma história interessante. Tempos antes Paulinho havia composto “Sei lá, Mangueira” que se tornou um sucesso. O pessoal da Portela enciumado cobrou explicações ao portelense que se superou e fez o sucesso para reiterar seu amor pela escola de Madureira.
Sinal fechado


Foi nos anos 70 foi que o sambista gravou diversos discos e seus maiores sucessos, colecionando prêmios, se apresentando por diversas cidades no Brasil e no mundo, solidificando-se como um dos mais importantes de música brasileira. Atualmente vive em uma fase, onde a imprensa e os críticos o vêem como um músico mais sofisticado e maduro. Mas vale ressaltar que a opinião dos críticos foi que mudou e que Paulinho nunca perdeu o tom popular de seus sambas. Ao longo dos anos o sambista criou uma vasta obra com parceiros diversos e com sucessos que pertencem a épocas, escolas de sambas e carnavais.

O trabalho de Paulinho hoje é visto como um elo entre diversas tradições populares como o samba, o carnaval e o choro, além de suas incursões em composições para violão e peças de vanguarda. Um dos maiores representantes do samba e herdeiro do legado de músicos como Cartola, Candeia e Nelson Cavaquinho mostra que está sempre se renovando e produzindo sem abandonar seus princípios e valores estéticos. O sambista é um dos grandes nomes da música popular brasileira de todos os tempos, conseguindo ao mesmo tempo ser um excelente instrumentista, um compositor genial e um sensível poeta. Sua elegância se deve não apenas por seu extraordinário talento e sofisticação musical, como também por sua postura e caráter.

Uma característica marcante do sambista é a sua capacidade de ser inovador e tradicional ao mesmo tempo. Seus sambas e choros trazem inovações melódicas e harmônicas, sempre desenvolvendo e evitando que estes gêneros fiquem congelados no tempo. Canções como “Sinal Fechado” e “Roendo as unhas” demonstram um pouco desta inovação e vanguarda.

Em suas músicas Paulinho incorpora a sofisticação harmônica da Bossa Nova, a riqueza melódica do choro e a síncope incomparável do samba. Associada, a princípio, ao universo das escolas de samba do Rio, a obra de Paulinho gradualmente foi se impondo como muito mais abrangente e sofisticada. Sua arte expressa com originalidade, a fusão de escolas e épocas. Paulinho da Viola é tradição e é vanguarda - e uma espécie de ponte entre ambas.

Referências para entender um pouco de Paulinho da Viola: Documentário “Meu tempo é hoje” e “Saravah”. CDs: Bebadosamba, Eu canto samba, Sinal Fechado, Foi um rio que passou em minha vida, Dança da solidão e Rosa de Ouro.

Quem: Paulinho da Viola
Quando: 16, 17 e 18/10 – os ingressos se esgotam rapidamente.
Onde: Citibank Hall
Quanto: de R$ 60 a R$ 130 (inteira)
Detalhes: http://www.ticketmaster.com.br/shwReleaseDetail.cfm?releaseID=2410

Trecho Saravah



Trecho "Meu tempo é hoje"

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Prestação de contas - Cartola

Na quinta-feira passada estive no Sesc Pompéia para ver o show do Elton Medeiros e Márcia, em homenagem aos 100 anos de Cartola.

O Velho Elton, se mostra muito frágil, mas a força de seu samba arrepia, e saber que ele é um dos elos que não deixa esta corrente morrer o torna ainda mais gratificante. Homem que compôs com Cartola e hoje em dia compõe com Paulinho da Viola precisa de títulos?

Márcia é a mesma cantora do famoso show dos anos 70 "O importante é que nossa emoção sobreviva". Quem não conhece vale a pena conferir o show que celebrou a dupla Gudin e PC Pinheiro, além de ser um marco de resistência contra o regime da época.

Segue apenas uma canção gravada no celular, um clássico de Carola cantado por Elton Medeiros.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

100 anos de Cartola


Neste final de semana acontecerá um grande show, unindo pelo menos 2 dos maiores sambistas vivos. No teatro FECAP quem comanda a festa é Elton Medeiros.Um dos grande baluartes do samba que participou de diversas parcerias com Cartola, além de terem participado do "Conjunto A Voz do Morro". Junto a Cartola compôs clássicos como "Injúria", "Peito Vazio", entre outros.

A grande novidade do show é outro parceiro constante e mais "recente" de Elton. Trata-se de ninguém menos que o Príncipe Paulinho da Viola, com quem dividirá o palco na sexta-feira. No sábado o palco é dividido com o excelente Zé Renato e domingo com a cantora Márcia e Theo Barros.

Ps: Zé Renato era o vocalista do Boca Livre e Márcia é uma cantora paulistana que se destacou no célebre show "O importanto é que nossa emoção sobreviva" com Paulo Cesar Pinheiro e Eduardo Gudin.