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quinta-feira, 25 de março de 2010

Projeto Anhangüera dá Samba convida Bira da Vila



“É preciso mexer, misturar, um daqui, um dali, um de lá”

Já nem preciso dizer muita coisa. Nesta sexta (última do mês) tem Anhanguera Dá Samba. O grupo Inimigos do Batente receberão o compositor carioca Bira da Vila.

Ubirajara Silva de Souza, em arte “Bira da Vila São Luiz”, nasceu em 8 de janeiro, na rua Santo Antônio, no Bairro da Vila São Luiz em Duque de Caxias (RJ), fazendo parte de uma família tipicamente brasileira,. Seus avós maternos foram escravos até a adolescência. Seus avôs paternos eram uma índia e um sanfoneiro português.

Bira têm na figura do pai, Seu Jair, o grande inspirador de sua carreira artística. Seu pai também conhecido como “Neblina”, têm um extenso e variado currículo, que vai desde sambista e passista da “Cartolinha de Caxias”, passando pela função de ritmista versador de partido alto até chegar à posição de goleiro do Vila São Luiz Futebol Clube. Com quase dois metros de altura com um andar gingado de malandro, Seu Jair foi a fonte de inspiração do primeiro samba de Bira , ainda com quatorze anos, “O Malandrinho” –1978.

Outro grande incentivador da carreira de Bira, é o falecido cantor e compositor Luiz Carlos da Vila. Juntos compuseram sambas emblemáticos e fizeram excelentes shows. Bira tem se apresentado nas principais rodas de samba do Rio de Janeiro e São Paulo. E nesta sexta-feira o Anhanguera recebe este excelente compositor para botar fogo na roda de samba.

Bira é compositor, junto com Luiz Carlos da Vila, de um dos meus atuais sambas favoritos “Então Leva” que está fazendo grande sucesso na voz de Zeca Pagodinho. Confira!

Quem: Inimigos do Batente convidam com Bira da Vila
Local: Clube Anhangüera - Rua dos Italianos nº 1.261
Data: 26/03 (sexta)
Horário: 22h
Valor: R$ 10,00

domingo, 7 de dezembro de 2008

Renascença - Samba do Trabalhador



Senhores e senhoras,

Aqui vai mais uma indicação de CD para todos os amantes do samba raiz e das novas composições do samba.

Para alguns, samba raiz são feitos por sambistas já consagrados e reconhecidos. Diversas pessoas esquecem que estes mesmos sambistas consagrados, como o Cartola, em certa fase da sua vida não era reconhecido e sua música passava em branco aos pseudos intelectuais.

Não reconhecer os novos sambista é tentar quebrar o ciclo do samba, pois estes compositores de agora serão os Cartolas, Candeias, Robertos Ribeiros de amanhã.

A roda que inspirou o CD indicado acontece toda segunda-feira a tarde, comandada por Moacyr Luzuma nesta que é uma das melhores rodas da cidade do RJ, o Samba do Trabalhador.

CD conta com composições do falecido Luiz Carlos da Vila, do sempre presente Wanderley Monteiro, Serginho Meriti , Bira da Vila, entre outros pilares das novas geracões (nem tão novas assim)do samba.

Destaque para a faixa "O Daqui, o dali e o de Lá", "Retrato cantado de um amor", "Cabô meu pai"(foi gravado pelo Zeca) e para o cantor Marquinho Santanna, um cantor com um timbre fantástico.

Segue Moacyr Luz cantando o seu clássico "Prá que pedir perdão" na roda em questão.